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VALE SÃO PATRÍCIO

Moradora de Rubiataba, após perder perna em acidente, pede ajuda para comprar prótese que custa R$ 60 mil

A autônoma Rosimeiry Cristhyna, de 40 anos, moradora de Rubiataba no Vale do São Patrício, após sofrer um acidente de caminhão, perdeu uma perna e já teve de passar por 26 cirurgias. Ela sonha em ter uma prótese que custa mais de R$ 60 mil para ter mais qualidade de vida. Para arrecadar o dinheiro, ela iniciou uma campanha nas redes sociais, onde também faz questão de postar vídeos motivacionais para ajudar quem enfrenta a mesma situação.0

“Meu maior sonho é ganhar essa prótese para voltar a ter uma vida normal. Nunca lamentei em ter perdido minha perna, agradeço a Deus por estar viva, tem tantas outras coisas mais importantes”, diz Rosimeiry.

O acidente aconteceu em novembro do ano passado, na BR 354, em Minas Gerais, quando Rosimeiry voltava de uma viagem. A mulher estava em um caminhão junto com o ex-namorado dela. Ele perdeu o controle do veículo em uma curva e tombou.

De acordo com Rosimeiry, a perna esquerda foi decepada no acidente. Já a perna direita perdeu tecido por conta das graves escoriações.

“Tive muita escoriações e perdi muito tecido na minha perna direita, poli luxação no quadril e no joelho e quebrei o punho. Já usei extensor externo por dois meses e já fiz 26 cirurgias para salvar minha perna direita. Eu luto até hoje para não perdê-la, ainda não consigo dobrar, ainda falta mais uma cirurgia para fazer, a do joelho”, conta a autônoma.

Rosimeiry explica que a prótese oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não atende à necessidade que ela precisa. “Minha prótese é especial e custa R$ 63 mil. Eu perdi o joelho no local do acidente e na perna direita eu tenho fibrose, por conta disso ela não dobra. Só consigo essa prótese no particular, a prótese do SUS não atende minha necessidade, infelizmente” conta autônoma.

 

Recuperação

Rosimeiry, que vende semijoias, já consegue, sozinha, passar da cadeira para cama e anda com um andador. Ela conta que ficou seis meses no hospital, mas não deixava se abater.

“No hospital, gostava quando chegava à noite porque eu sabia que era menos um dia de sofrimento e mais um dia de vida. Tirei coisas engraçadas disso tudo. Quando eu comprava calça, tinha que cortar, quando comprava meia, usava só um pé, então sempre tentei tirar coisas boas do que aconteceu”, diz a autônoma.

Sempre alegre, Rosimeiry conta que chamava atenção no hospital com seu sorriso e sua maquiagem. Para ter forças, ela pensava na família.

“Eu sigo com minha marca registrada que é minha maquiagem e meu sorriso, desde quando estava no hospital, nunca me deixei abater, atrás da minha maquiagem eu escondi minha dor e aprendi a me maquiar só com uma mão, na outra o punho estava engessado. O pessoal do hospital falava: 'Nossa essa moça com expositor e um ferro na perna, no quadril e sempre sorrindo'. Mesmo com a dor, que nem com morfina cortava, eu ficava firme e confiante”, conta Rosimeiry. Com G1

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