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Perigo na estrada: Rachadura em ponte pode prejudicar o transporte de cargas e colocar motoristas em risco

Lá se foi o tempo em que dirigir pela BR-153 era tranquilo. Hoje o motorista tem que enfrentar uma série de obstáculos. A começar pela falta de sinalização no trecho que liga Anápolis à Porangatu, no norte de Goiás. As faixas pintadas no asfalto estão praticamente apagadas, placas quando tem foram cobertas pelo mato, que cresce bastante nessa época do ano devido ao período chuvoso.

Outro problema que tem deixado motoristas incomodados é a quantidade de buracos. Quase sempre, um do lado do outro, difícil até de desviar. O agricultor Jenilson Vieira disse que trafega pela rodovia diariamente e está assustado com o descaso. “Viemos todos os dias no posto buscar óleo, sempre nós vemos dois ou três carros que estão na beira da rodovia com o pneu estourado”, salienta. A buraqueira aumentou ainda mais com as chuvas frequentes em todo o estado, aliado ao peso dos caminhões. Não há asfalto que resista. Aí o resultado já é de se esperar: buraco na certa!

E para piorar, a ponte de aproximadamente 188 metros que permite a travessia do Rio das Almas perto de Jardim Paulista, distrito de Nova Glória, está quebrada. Construída há mais de quarenta anos, essa é a terceira vez que a ponte apresenta uma rachadura que vai de um lado ao outro. Segundo o motorista Ivan Matias, a ponte sempre sofreu com a falta de manutenção. “Já foi feito um serviço há mais de vinte anos, depois era pra ter sido demolida e não foi, agora já tá dando problema de novo”, disse.

Quando os caminhões passam, a estrutura toda treme e se movimenta pra cima e pra baixo. O comerciante Waldeir Naves ficou preocupado quando viu. “Tá bem móvel, oscilando bastante. Fico preocupado porque é um risco pra gente”, disse.

Técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes, o DNIT, estiveram no local para avaliar as condições da estrutura, mas não foram autorizados a dar entrevista. Disseram apenas que o órgão deve fazer a restauração da ponte em breve.

O medo é de que a estrutura venha abaixo. “Tudo tem a possibilidade. A ponte se resbalou, com esse tráfego pesado, a qualquer momento pode acontecer”, disse Jenilson. Pro senhor Ivan, os transtornos podem ser ainda maiores. “Se cair, acabou o movimento na BR-153. Não temos opção, não temos desvio”, conclui.

Renato Oliveira é jornalista, repórter da PucTV, repórter do Jornal do Vale

 

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