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PLANTÃO POLICIAL

Advogada suspeita de liderar quadrilha de assaltantes tem prisão decretada

A advogada Thaís Santos da Cruz, de 25 anos, teve prisão preventiva decretada hoje (16), por suspeita de um assalto praticado em Bonfinópolis. Ela já estava presa desde a semana passada em flagrante após um roubo de veículo em Senador Canedo. Conforme a Polícia Civil (PC), ela usava redes sociais para convidar jovens para cometer crimes na Grande Goiânia.

Registrada pela OAB Goiás há um ano e seis meses, Thais foi presa no último dia 10 de abril em flagrante. Ela roubou, junto com dois jovens um veículo em Senador Canedo.

Na ocasião, a Delegacia Estadual de Furtos e Roubo de Veículos (DERFRVA) apurou que ela teria convidado os jovens, por meio de um grupo das redes sociais, intitulado “gambiarras”, para cometer roubos. Na DERFRVA existem três inquéritos em que ela configura como mentora, e participante em roubos de veículos.

“Ela levou dois jovens para assaltar um comércio, e, na fuga, quando foram abordados pela Polícia Militar, contou que havia sido sequestrada por ele, ocasião em que a dupla foi autuada, mas a advogada acabou sendo liberada, já que, supostamente, seria vítima. Acontece que, quando interrogamos os presos novamente, nós descobrirmos que foi a advogada quem os convidou pela internet para cometer o roubo, arrumou a arma, e também levou eles até o comércio a ser invadido, explicou o delegado Carlos Levergger, titular da delegacia de Bonfinópolis.

O delegado disse, ainda, que ao levar os comparsas para praticar crimes, a advogada estava sempre bem vestida, e usava o carro particular para, caso fosse abordada pela PM, alegar que estava levando os clientes para serem ouvidos no Fórum, ou então que teria sido rendida por eles, como aconteceu no último dia oito.

Thaís Santos, que já está recolhida em uma cela no Núcleo de Custódia, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, responderá por corrupção de menores, roubo e associação criminosa. Por meio de nota, a OAB Goiás disse que já enviou um representante para acompanhar os processos. E que abriu um procedimento interno para apurar a conduta da advogada.

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