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PLANTÃO POLICIAL

Quadrilha suspeita de roubar mais de R$15 milhões em cargas é procurada pela Polícia Civil e PRF

Nesta quinta-feira (8), três suspeitos de integrar uma quadrilha que roubava cargas de alimentos e bebidas. As prisões ocorreram durante um trabalho conjunto entre Policiais Civis e Rodoviários Federais. Outros cinco suspeitos de pertencer à organização criminosa, que em pouco mais de um ano teria faturado mais de R$ 15 milhões com os roubos, também tiveram suas prisões decretadas, mas ainda não foram localizados.

De acordo com a delegada Rafaela Azzi, adjunta da Delegacia Estadual de Repressão aos Roubos e Desvios de Cargas (Decar), a quadrilha identificada após oito meses de investigações é muito bem articulada. “Esse grupo criminoso tem entre os membros o bandido que aborda o motorista na estrada, o outro que agencia a carga roubada, o que acoberta o crime com notas fiscais falsas e até mesmo um que usa carteira de habilitação falsa para trabalhar como motorista em transportadoras a fim de repassar informações aos comparsas”, relatou.

Cargas de alimentos e bebidas são os principais alvos dos criminosos. “Há casos em que eles já tinham informação do valor e da carga, mas há outros em que abordavam o caminhão de forma aleatória. Após verificarem o que estava sendo transportado ligavam para comparsas e perguntavam se compensava concretizar o roubo”, descreveu Rafaela Azzi.

As investigações mostraram que em algumas abordagens, a quadrilha usava giroflex em cima de veículos e coletes semelhantes aos usados pela Polícia Civil de Goiás. Durante o cumprimento do mandado de prisão de Uemerson de Castro, os agentes encontraram, na casa dele, no Setor Hugo de Morais, em Goiânia, um carro e um Jet ski roubados, latas de leite especial de alto valor, além de dezenas de caixas de medicamentos de uso controlado, usados no tratamento para o câncer, que custam, em média, R$ 500 cada uma. “Agora começaremos uma nova investigação para saber de onde vieram esses medicamentos e esses leites”, concluiu a delegada.

Entre os foragidos, estão os empresários João Batista de Souza e Silva, e a esposa dele, Simone Lopes da Silva, que são donos de uma empresa de embalagem, e que, segundo a polícia, eram quem adquiriam as cargas roubadas e as revendiam como se fossem legais.

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