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PLANTÃO POLICIAL

Em Goiás, é preso o maior receptador de Iphones roubados do Brasil

Um suposto empresário de 40 anos, que segundo a Polícia Civil é o o maior receptador de Iphones roubados do Brasil, foi preso em Goiânia por agentes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic). Os policiais prenderam também um técnico em informática, e apreenderam, com eles, mais de 202 celulares, avaliados em mais de R$ 500 mil.

Conforme as investigações realizadas desde o final do ano passado pela equipe do delegado Dr. Kleyton Manoel, adjunto da Deic, Glaukio José Gontijo era quem encomendava e comprava, de assaltantes, Iphones, exigindo sempre que fossem de última geração. Com a ajuda do técnico em informática Bruno Naves da Silva, de 32 anos, ele conseguia modificar os aparelhos, e então os revendiam.

“Imediatamente após o roubo, o Glaukio e o Bruno queimavam a placa do Iphone e a jogavam fora, substituíam por outra, retirada de aparelhos mais antigos, e então revendiam os Smartfones como se fossem novos. Há casos, inclusive, em que eles colocavam placas danificadas em aparelhos roubados, e conseguiam trocá-los na especializada da Apple por celulares novos”, relatou.

O delegado disse ainda que Gláukio comercializava celulares não só em Goiânia, mas em todo o Brasil. “Parece uma atividade criminosa simples, mas além de trazer um grande transtorno à população, o roubo de celular, nesse caso em específico, é ainda mais rentável que o de camionete, uma vez que o veículo, além de ser mais difícil de esconder, é vendido por no máximo dois mil, e estes aparelhos custam entre três mil, e cinco mil Reais”.

Gláukio, que segundo Kleyton Manoel tinha vida de luxo, andava em carros e motos importadas, e ostentava viagens para a praia em redes sociais, responderá junto com Bruno Naves pelo crime de receptação. Apesar dos dois terem sido presos em flagrante, o delegado tem poucas esperanças de que eles permaneçam presos. “Na Receptação Qualificada, o acusado pode pagar uma fiança em juízo e ser colocado em liberdade, o que não quer dizer, necessariamente, que eles ficarão impunes, já que, mesmo soltos, continuarão respondendo pelo crime que cometeram”, concluiu.

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