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Em Goiás, TJGO realiza mutirão para analisar 8,8 mil processos de presos dos regimes aberto e semiaberto

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) realiza um mutirão para analisar 8,8 mil processos de presos dos regimes aberto e semiaberto de Goiás. A força-tarefa atende a um pedido da presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ministra Cármen Lúcia.

Após as análises dos processos, será realizado um mutirão de audiências, que começa na segunda-feira (15). O objetivo é ver se as penas aplicadas estão adequadas ou se pode haver alguma alteração ou progressão, como explica a juíza auxiliar da presidência do TJ-GO, Maria Cristina Costa.

“O que essas audiências visam é analisar e dar uma decisão adequada àquele caso. O que nós teremos é um controle das prisões”, esclareceu em entrevista à TV Anhanguera.

O pedido para analisar os processos parados foi feito pela ministra após realizar uma visita em Goiás, depois que presos do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, fizeram três rebeliões. Os motins resultaram em nove mortes, deixaram 14 feridos e mais de 200 fugas. Até a última sexta-feira (12), 71 continuavam foragidos e quatro corpos foram identificados.

Cármen Lúcia também havia solicitado uma vistoria no local após a primeira rebelião. A inspeção ocorreu e identificou diversas irregularidades no local. A CNJ também já havia avaliado que as penitenciárias onde ocorreram os motins estavam em “péssimas” condições.

Após a primeira vistoria, a ministra exigiu nova inspeção, realizada na sexta-feira. Nesta ação, foram encontradas diversas facas, celulares e porções de drogas,

Outra medida tomada após os motins foi anunciada pela Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), de que está trabalhando para transferir a Colônia Agroindustrial, que abriga os presos do regime semiaberto, para um terreno na divisa de Hidrolândia e Bela Vista de Goiás.

Da Redação com G1

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