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Juíza Federal revoga prisão preventiva de Juquinha das Neves e seu filho

Na do dia 25 de maio foi deflagrada pelo Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) e pela Superintendência de Polícia Federal em Goiás, uma operação conjunta para cumprimento de dois mandados de prisão preventiva, sete mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva em Goiás e no Mato Grosso.

A operação, que é um desdobramento das investigações da Operação “Lava jato” e nova etapa das Operações “O Recebedor” e “Tabela Periódica”, baseia-se em acordos de colaboração premiada assinados com o MPF-GO pelos executivos das construtoras Camargo Corrêa e da Andrade Gutierrez, que confessaram o pagamento de propina ao então presidente da Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha, bem como em investigações da Polícia Federal em Goiás, que levaram à identificação e à localização de parte do patrimônio ilícito mantido oculto em nome de terceiros (laranjas).

Juquinha, seu filho Jader Ferreira das Neves e um advogado foram os principais alvos da operação. Os dois primeiros são suspeitos de continuarem a lavar dinheiro oriundo de propina, mantendo oculto parte do patrimônio amealhado. Já o advogado é suspeito de ser laranja dos dois primeiros e de auxiliá-los na ocultação do patrimônio.

A pedido do MPF-GO, o juiz substituto da 11ª Vara Federal da Sessão Judiciária de Goiás determinou as prisões preventivas de Jader e do advogado, além das conduções coercitivas de Juquinha, de outro advogado preso na época e outras duas pessoas que foram cumpridas no dia 25 de maio. No entanto, José Francisco das Neves, o Juquinha, foi preso somente no dia 2 de junho por força de decisão do mesmo juiz.

 

Soltura

Nos dias 4 e 5 de dezembro foram realizadas audiências de instrução e julgamento perante a juíza substituta na 11ª Vara Federal da Sessão Judiciária de Goiás em Goiânia, Dra. Gianne de Freitas Andrade.

Na ocasião testemunhas da acusação e defesa foram ouvidas e ao final, requerido pela defesa dos acusados foi deferida a revogação da prisão preventiva de José Francisco das Neves, o Juquinha e de seu filho Jader Ferreira das Neves com aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, dentre elas o uso de tornozeleira eletrônica.

Agora eles continuam respondendo o processo em liberdade.

 

Condenação anterior

Juquinha e seu filho já foram condenados no âmbito da operação Trem Pagador a, respectivamente, 10 e 7 anos de reclusão, por formarem quadrilha e lavarem aproximadamente R$ 20 milhões provenientes da prática de crimes de cartel, fraudes em licitações, peculato e corrupção nas obras de construção da Ferrovia Norte-Sul, praticados por Juquinha quando presidiu a empresa pública Valec.

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