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Morre a ex-primeira-dama Sônia Santillo, viúva de Henrique Santillo

Sônia Célia Santillo, viúva de Henrique Santillo — que foi governador de Goiás, além de senador e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado —, faleceu na segunda-feira, 24, aos 78 anos. Deixa cinco filhos, dentre eles, a conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Carla Santillo, ex-deputada estadual, Carlos Santillo e Virgínio (Gino) Santillo.

Sônia Santillo estava internada, no Instituto Neurológico de Goiânia, há mais de uma semana, com problemas respiratórios. A ex-primeira-dama ficou uma semana na UTI.

O corpo será velado no Cemitério Vale do Cerrado, na Rodovia dos Romeiros (nas proximidades do posto da Polícia Rodoviária Federal), a partir das 9 horas.

Quando primeira-dama, de 1987 a 2001, Sônia Santillo dirigiu vários programas sociais, pois era extremamente preocupada com as pessoas carentes. O foco do governo era moradia popular e distribuição de alimentos. O social é o um dos focos da gestão de Henrique Santillo, um governador que, embora não fosse populista, era preocupada com os pobres.

 

Depoimento

Quando repórter do “Diário da Manhã”, eu fazia a cobertura dos assuntos políticos do governo Santillo (meu trabalho era sempre facilitado pela gentileza e competência de Fleurymar de Souza, que assessorava o governador na área de imprensa). Para tanto, frequentava o Palácio das Esmeraldas e viajava com ele para o interior. Quando o governador estava mais folgado, conversávamos sobre história e política. Ela lia muito e sabia quase tudo sobre a obra de Fernando Henrique Cardoso, sobretudo a respeito do livro “Modelo Político Brasileiro”, no qual o sociólogo sugeria que, ao contrário do que analisava Celso Furtado, era possível crescer, em termos econômicos, mesmo num regime autoritário. FHC, que ainda não era definido por uma sigla, estava certo. E provava, me dizia Santillo, que, quando se analisa um fato, é preciso ser objetivo e verdadeiro. A ideologia às vezes atrapalha a avaliação precisa da realidade. Quando se interfere na realidade com um avaliação equivocada, tende-se a cometer erros, alertava-me.

Às vezes, quando esperava Henrique Santillo, um homem mais moderno do que o seu tempo — daí sua impaciência —, conversava com Sônia Santillo. Ela era discreta, uma companheira dedicada tanto ao governador quanto ao homem. Era simples, gentil e de uma doçura rara. Sempre perguntava se estava tudo bem e se precisávamos, os repórteres, de alguma coisa. Na sua simplicidade, era uma pessoa fina.

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