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Caiado prevê colapso caso governadores não possam reformar Previdência dos servidores

Governadores se reuniram em Brasília, na manhã desta terça-feira (11), onde colocaram a Reforma da Previdência em pauta. No encontro, eles discutiram a importância de se transferir a responsabilidade de reformar a previdência, ou não, para os chefes do Executivo municipal e estadual. A medida além de polêmica tem dividido a opinião dos gestores. Mas esta seria a única forma — pelo menos até o momento — de garantir maior número de votos favoráveis a Reforma na Câmara dos Deputados. Isso porquê, do jeito que está, grande parte dos federais temem ser “prejudicados politicamente” ao manifestarem o voto favorável à reforma.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (Dem) é um dos apoiadores dessa alteração e encara a medida como uma saída necessária para se aprovar a reforma que, ao seu ver, é extremamente necessária para desafogar os Estados. “Caso contrário, vamos assistir o colapso”, disse o democrata em entrevista coletiva nesta manhã. “Acho que nesta hora é importante que se repasse aos governadores e prefeitos a responsabilidade de assumirem o que os deputados federais acham que seriam prejudiciais a eles no momento de suas reeleições”, avaliou em seguida.

Segundo o governador, é preciso entender a dependência que os chefes do Executivo possuem em relação aos deputados neste momento. 
“São eles que votam, não nós. Temos que ter humildade e dizer a eles: ‘Olha, já que a nossa situação é de sobrevivência então repasse a nós essa responsabilidade'”, declarou.

“Precisamos calçar a sandália da humildade e reconhecer que cada um tem o seu quadrado. O momento agora é de dizer: “não queremos o desgaste de vocês então, por favor, nos dê a oportunidade de nós, governadores e prefeitos, podermos optar por uma saída para a previdência”, pontuou.

Ao ser questionado sobre a atuação dos prefeitos nessa discussão — haja vista que muitos buscarão a reeleição em 2020 — Caiado reafirmou que, mesmo diante do desconforto, “estão muito atuantes”. “Eles serão os primeiros a entrarem num colapso de falência completa”, completou.

Os favoráveis à mudança brigam para que na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sejam inclusos dispositivos que garantam aos governadores e prefeitos reformarem a própria previdência. “Entraria um dispositivo que diria ‘os governadores encaminharão ao Poder Legislativo um projeto de Lei’ e outro que garanta que, no período de 2019 a 2022, os governadores terão a prerrogativa de (reformar) por decreto”, explica o governador. Ou seja, o governador ou prefeito poderia ou não aceitar a reforma. Se aceitar, faz por decreto e depois via Projeto de Lei.

Diante dessa situação, para Caiado, o melhor que se tem a fazer “é não entrarmos nesse clima conflituoso”. “Aqueles que acharem que não devem aderir à reforma continuam como está”, pontuou.

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