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CONSUMIDORES

Pesquisa aponta variação de mais de 200% em preços de brinquedos

O Dia das Crianças é considerada a quarta data do ano mais importante para o comércio, perdendo apenas para o Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados. Diante disso, a Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor de Goiás (Procon-GO) divulgou na última semana uma pesquisa de preços com 71 produtos como bonecas, patinetes, jogos, bicicletas, massinha, entre outros pesquisados em 9 estabelecimentos em Goiânia para auxiliar os consumidores que vão às compras.

De acordo com a pesquisa, realizada em 9 estabelecimentos de Goiânia, o Procon-GO levantou dados de variação de preço entre os mesmos produtos em comércios diferentes. Segundo o levantamento, o item que apresentou a maior variação foi a boneca Polly Básica. O menor preço encontrado para a boneca foi de R$12,99 e o maior preço de R$39,99; uma variação de 207,85% no bolso do consumidor.

A pesquisa revelou ainda que geralmente na véspera da data comemorativa, os produtos costumam sofrer elevação de preço e isso pode resultar em prejuízo para os clientes se não pesquisarem e realizarem comparação de preço.

 

Veja outros exemplos de variações entre menor e maior preço:

 

No entanto, apesar das variações de preço, a pesquisa destacou ainda que o preço médio de alguns produtos analisados no levantamento de preços do ano passado e permaneceram no levantamento de agora, estão 2,57% mais baratos. De acordo com o Procon-Go, essa retração do valor ocorre porque a cada ano são incluídos no mercado novos tipos de brinquedos.

 

Veja abaixo as reduções/aumentos médio anuais – individuais:

Dicas para o consumidor

Entretanto, a Superintendência recomenda aos clientes sempre ficarem atentos a segurança do produto e não apenas a atender os gostos da criança e não desagradar o bolso. Por isso, é necessário sempre verificar se o brinquedo possui o selo do Inmetro e qual a faixa etária indicativa do produto.

 

Confira a lista de dicas do Procon-GO:

  • Atenção aos itens de segurança do brinquedo

Após escolhido o presente, além de verificar a procedência do produto, esteja atento se o mesmo possui o selo do Inmetro, bem como a faixa etária indicada para a criança especificada na embalagem. Esses cuidados garantem a segurança da criança e indicam que o produto foi fabricado e está sendo comercializado de acordo com as normas técnicas de segurança.

 

  • Evite produtos de mercado informal

Comprar o presente em mercado formal é muito importante, não apenas para garantir a saúde e segurança da criança, como também resguardar os direitos enquanto consumidor, caso tenha algum problema com o presente. Produtos comercializados em mercado popular e ambulantes, de maneira “informal”, apesar de serem em sua maioria mais baratos, podem trazer sérios problemas aos usuários do brinquedo.

 

  • Teste do produto e verificação de peças pode evitar transtornos

Se para um adulto, adquirir um produto que não funciona adequadamente já é um transtorno, imagina a reação de uma criança ao receber um brinquedo sem poder utilizar?! Portanto, sempre que possível, verifique se não estão faltando peças e, inclusive, certifique-se do funcionamento do brinquedo. Caso não seja possível o teste, converse com o vendedor da possibilidade de troca. Se a opção for acordada, deverá ser cumprida. Caso não sejam tomadas essas precauções e chegando em casa seja constatado problema no produto, além de frustrar a criança, o produto deverá ser encaminhado à assistência técnica para reparo, pois o comerciante não é obrigado a efetuar a troca, de acordo com as normas do CDC – Código de Defesa do Consumidor.

 

  • Produtos importados obedecem às mesmas regras dos nacionais

As regras aplicadas aos produtos nacionais também valem para os importados. Neste caso, o manual deve trazer em português e em linguagem clara e precisa, todas as informações sobre o produto, regra de montagem, modo de usar, bem como a identificação do fabricante ou importador e o respectivo CNPJ – dados essenciais para abertura de reclamação junto aos órgãos de defesa do consumidor, caso seja necessário.

Da Redação com Procon Goiás

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